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Ao revermos o produto dos trabalhos artísticos gerados ao longo da história desta Casa, verificamos que a dramaturgia, cuja expressão fundamental é o teatro, representa o seu carro-chefe. Contendo, em seu acervo, mais de 30 peças teatrais, infantis e para adulto, sendo a maior parte da autoria de integrantes do próprio Centro, a história destas peças é também parte da história do Grêmio Espírita Atualpa. Afirmamos isto porque identificamos que a elaboração e produção das peças teatrais expressam o modo de ser de cada geração, revelando sempre a fidedignidade à mensagem espírita.

O processo de criação dessas peças segue basicamente dois caminhos: a criação de uma história a partir do estudo de temas ou obras espíritas ou a adaptação de uma história ou romance espírita para a linguagem teatral. Além disto, a maior parte das peças é de criação coletiva, isto é, um conjunto de pessoas se reúnem, sejam evangelizadores ou evangelizadores e evangelizandos para definição do tema, construção do roteiro e escrita da peça.

Analisando o desenvolvimento do que se realizou ao longo destes anos, observa-se que o Teatro Espírita conquistou um espaço na Casa de Atualpa que o fez conhecido e prestigiado no Movimento Espírita do DF. Esta conquista, contudo, foi o resultado do próprio amadurecimento de seus integrantes que, sentindo a necessidade de aperfeiçoar-se na arte da interpretação, abriu aos poucos espaço para a colaboração de artistas profissionais. Nesse contexto, vale destacar a participação ímpar do dramaturgo Gê Martú e, posteriormente, da diretora artística Luciana Martucheli, nas sugestões, orientações e direções de muitos dos trabalhos realizados pelo Grupo de Teatro Espírita Atualpa. Um outro nome que cabe ressaltar é o de Thindé que trabalhou com o grupo a postura e expressão corporal. Sendo assim, o trabalho ampliou-se e, as peças espíritas que eram inicialmente apresentadas por uma ou duas vezes, durante a semana, nos dias de palestras públicas, passaram a ser apresentadas por, no mínimo, três vezes nos finais de semana bem como em outras Casas Espíritas do DF.

“Burilar incansavelmente as obras artísticas de qualquer gênero.
Melhoria buscada, perfeição entrevista.”
(André Luiz in “Conduta Espírita Vivência Evangélica”, cap. “Perante a Arte”)

Mais tarde, algumas dessas peças teatrais foram encenadas em Teatros do DF tais como “Rasgando Véus” e “Em Nossas Mãos” no Teatro Dulcina e “Liberdade e Compromisso” no Teatro de Sobradinho e no Teatro da Praça, na cidade de Taguatinga. E as duas últimas peças citadas tiveram trilhas sonoras originalmente compostas para sua encenação da autoria do músico, violonista, cantor e compositor Flávio Fonseca.
A trajetória deste aperfeiçoamento sempre teve como meta fazer brilhar a mensagem espírita utilizando-se da linguagem teatral. Daí, o slogan criado pelo Grupo: “Teatro Espírita! Luz no Palco! Luz na Vida!”

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